quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Segunda (15/02), Terça (16/02) e Quarta-feira (17/02)

BONJOUR!!!
Vou começar contando minha segunda-feira, que não teve nada de mais, mas é só para ficar aqui registrado... Acordei e fui direto postar a viagem de Praga no blog, depois saí correndo já atrasada para a escola e cheguei lá uns minutinhos antes de começar a aula. Depois da aula passei no mercado e comprei 2 latinhas de feijão para fazermos no jantar. Nosso jantar foi um verdadeiro banquete: frango assado, arroz, feijão, salada e vinho! E de sobremesa... arroz de leite! Vocês não imaginam a variedade de arroz de leite que tem aqui, de todas as marcas possíveis. Mas não são muito bons não, tem gosto de industrializado mesmo...

Nosso banquete!!!

Ontem acordei cedo e as 10:30 me encontrei com a turma na plataforma Bastille para um passeio guiado com o professor pelas redondezas da Praça da Bastilha. Eu nunca tinha decido naquela estação, e adorei ver os quadros e painéis que ilustram como era a Bastilha antigamente. A Bastilha foi construída para ser uma grande fortaleza a fim de proteger o lado leste de Paris dos invasores. Depois tornou-se, no reinado do rei Luís XIII, a famosa prisão da Bastilha. Porém Luís XVI começou a enviar para lá prisioneiro aleatórios, ou seja, quem lhe desagradava ou criticava o regime (o Antigo Regime, totalmente autoritário). O maior marco da Revolução Francesa, que clamava por liberdade, igualdade e fraternidade, foi, então, a Queda da Bastilha, quando esta foi tomada de assalto pelos revolucionários enfurecidos munidos de armas retiradas do Palácio de Inválidos. Tudo aconteceu em 14 de julho de 1789 (o famoso - pelo menos aqui em Paris - 14 de juillet) quando o jornalista Camille Desmoulins espalhou a notícia de que o governo francês estava a ponto de fazer uma repressão violenta aos parisienses revoltos. A população então rumou até o Palácio dos Inválidos, pegaram armas e de lá seguiram para a Bastilha. O então governador da Bastilha, o marquês de Launay, tentou convencer os revolucionários de uma saída menos sanguinolenta, mas acabou tendo sua cabeça espetada em uma lança, que, depois, foi levada pelas ruas de Paris e mostrada como troféu e prova de sucesso da tomada da Bastilha. Não há número certo de quantas vítimas foram feitas nesta tomada da Bastilha, mas números da época falam em 98 revolucionários e apenas um defensor da Bastilha mortos. A queda da Bastilha foi essencial para os acontecimentos que vieram a seguir, entre eles, o principal, no meu modo de ver: a declaração dos direitos.

Reprodução de como era a Fortaleza/Prisão da Bastilha. Nessa imagem, a Tomada da Bastilha.




Obelisco que marca o local onde ficava a Bastilha. No entanto, este obelisco traz a data de 27/28/29 de Julho de 1830 e 250 nomes de pessoas mortas durante o reinado de Carlos X, que tentou trazer de volta o absolutismo já derrubado na Revolução Francesa.

Depois da visita à Bastilha fui direto para a aula. Saí no intervalo, pois o dia estava tão lindo, mas tão lindo (vide-se pela foto que tirei da Bastilha, acima) que me chamava para um passeio. E o lugar não poderia ser mais perfeito - peguei o metrô linha 2 e desci em Anvers, aos pés da Basílica de Sacre-Coeur. Subi aquela ruazinha típica de Montmartre, com as pessoas andando na rua, bordadas de lojinhas de souvenir e cheguei à interminável escada que leva à colina onde fica a basílica. Subi, desviando dos insuportáveis vendedores de uma pulserinha colorida que vem em tua direção querendo pegar teu pulso, e cheguei lá no topo quase tendo um ataque cardíaco, que piorou com a visão maravilhosa de tirar o fôlego!!!! Olhem isso, que vista... me dá um arrepio só de lembrar, por isso que eu amo tanto essa cidade, pela história, pelas vistas, pelos monumentos...

Vista da Basílica de Sacre Coeur, Paris.



Basílica de Sacre-Coeur, Montmartre, Paris.


Depois de dar uma voltinhas pelas redondezas da Basílica, já ia descer novamente as escadas quando vi uma multidão ao redor de alguma coisa. Me aproximei e qual foi a minha surpresa quando vi que estava tendo uma roda de capoeira bem em frente a basílica. Tinha muita gente olhando, a escadaria da igreja estava toda lotada, e as pessoas participavam batendo palma. Mais legal ainda foi o cara que comandava o "espetáculo" falando um francês extremamente aportuguesado. Olhem o vídeo que eu fiz e reparem no: MERCI, MUITO OBRIGADO, C'EST PAS FINI LE ESPETÁCULO! hahaha muito divertido!!!



Depois peguei o metrô e voltei para casa. Cheguei um pouco antes da Sofia. Tínhamos combinado de ir ver um espetáculo de música clássica na igreja de Saint-Sulpice, mas a Sofi não tinha conseguido imprimir os ingressos. A Priscila chegou um pouco depois, e decidimos que iriamos até a igreja mesmo assim, tentar entrar, já que a Sofi tinha anotado as referências dos bilhetes (mas estavamos com poucas esperanças, já que o espetáculo seria numa igreja, e igrejas geralmente não tem computador, muito menos com internet para que pudessem checar nosso número de compra).

E lá fomos nós... a Igreja Saint Sulpice fica a 3 paradas do nosso metrô, então, em menos de 10 minutos estávamos lá. Já havia uma pequena fila e logo entramos. Foi só mostrarmos os números de nossos ingressos e o bilheteiro foi muito na confiança e nos deixou entrar. Sentamos nas fileiras reservadas aos estudantes - a vista não era nada boa, mas o som chegava perfeitamente bem e podia-se ver o maestro.

O espetáculo era nada menos que a Nona Sinfonia, de Beethoven, e assistimos ao espetáculos extasiadas de tanta emoção!!! Beethoven, na Saint Sulpice, em Paris, na França!!! Meu Deus! E para completar, o maestro era super famoso, o nome dele é Hugues Reiner, já comandou até a orquestra da Armada Francesa! Bom, praticamente não há como transmitir em palavras a emoção que sentimos... eu fiquei com aquele arrepio no rosto permanente, durante todo o espetáculo (vídeo 1). E o final foi mais lindo ainda, quando levantamos dos nossos lugares e chegamos mais perto, batendo palmas sem parar, e o maestro convidou todos a cantarem junto com o coral (vídeo 2) - LAAAAAAAA LA LA LA LA LA! Vai ficar para sempre na minha lembrança...







Maestro Hugues Reiner.

Não sei se vocês repararam mas numa parte do vídeo 1 mostra um pintor muito empolgado no canto direito. Pois é, no meio do concerto, o cara começou a pintar enlouquecidamente aquela tela, acompanhando com o pincel o ritmo da sinfonia. No começo achei muito engraçado aquilo, parecia que tinha encarnado alguma coisa nele, ele estava muito empolgado. Depois fiquei pensando: Meu Deus, em que outro lugar do mundo eu veria isso a não ser em Paris?

Depois do concerto, voltamos para casa com os corações mais leves. Chegamos tão dispostas que fizemos um jantar completo, as 23:30 da noite. Arroz, chilli e linguicinhas calabresa, com vinho, é claro. Fui dormir pela uma da manhã, totalmente feliz.

Hoje acordei e o dia estava chuvoso. Tomei banho, me arrumei e esperei a Priscila acordar para fazermos o almoço. Cozinhamos um omelete e esquentamos o chili e o arroz. Depois esperamos Sofia chegar, e as duas e meia saímos de casa em direção a praça Denfert-Rochereau, que é no final da rua Daguerre, muito perto do nosso apartamento.

Lá estão as Catacumbas de Paris. Que show que foi!!! As catacumbas foram construídas porque os cemitérios de Paris, na época (século 18), já estavam lotados. Calcula-se que lá estejam os restos mortais (só os ossos, bem dizendo) de 5 a 6 milhões de pessoas. As catacumbas de Paris são tão famosas que já foram citada em livros como "O Pêndulo de Foucault", de Umberto Eco, em que ele faz alusão de que lá esteja guardado um pergaminho dos Cavaleiros Templários. As catacumbas são visitadas desde há muito tempo - em suas paredes há painéis em que mostram figuras de mulheres com aqueles vestidões enormes, conhecendo as catacumbas segurando velas!!! Nós não conseguimos imaginar como elas conseguiam passar pelas escadarias apertadíssimas com aqueles vestidos enormes, e nem como não achavam o programa ainda mais mórbido à luz de velas... mas desde sempre houve gosto para tudo, né??? Napoleão também já visitou as catacumbas, mas acredito que daí já devia ser um pouquinho só mais moderno.
O passeio realmente é muito macabro, mas vale a pena, pois é algo totalmente diferente dos monumentos suntuosos e esplendorosos de Paris. E o mais legal são as centenas de inscrições em pedra, com frases sobre a vida e, principalmente, sobre a morte. Vou colocar algumas aqui:

Os labirintos escuros das catacumbas...



Reparem no desenho extremamente mórbido feito com os crânios - eles formam um coração.
E umas frases muito legais:
"Ou est elle la mort? Toujours future ou pasée. Apeine est-elle presente, que deja elle n'est plus."
Tradução: Onde está ela, a morte? Sempre será futuro ou passado. Quando ela é presente, já não é mais.

"Croyez que chaque jour est pour vous le dernier." - Horace.
Tradução: Crê que cada dia é para ti o último - Horácio.
"Heureux celui qui a toujours devant de les yeux l'heure de sa mort et qui se dispose tous le jours a mourir."
Tradução: Feliz é aquele que tem todos os dias em frente a seus olhos a hora de sua morte e que se dispõe todos os dias a morrer.
Depois do passeio às catacumbas, Priscila seguiu para o trabalho e eu e Sofia fomos até o Museu Europeu de Fotografia, que fica no bairro de Marais, em Paris. Pegamos uma fila enorme porque hoje a entrada do museu era gratuita para todos. Mas valeu muito a pena porque lá dentro tinham várias exposições, e eu me apaixonei por um fotógrafo em especial - o nome dele é Elliot Erwitt e abaixo vou colocar a foto que eu mais gostei da exposição dele:
Olhem que foto mais linda!!!! Isso quando não existia photoshop, montagem, nem nada disso - a foto foi tirada em 1953, na California. Esse mesmo fotógrafo registrou também muitas pessoas famosas como Marilyn Monroe, Che Guevara (éca), Jackeline Kennedy, e até mesmo Barack Obama. Na exposição de fotos dele também há muitas fotos de Brasília, no ínicio dos anos 60, ou seja, logo após o nascimento da cidade.
É dele também aquela famosa foto, que tanto ilustra as páginas dos livros de história ao falar sobre a segregação negra nos Estados Unidos. Quem não lembra da foto que mostrava o bebedouro dos brancos (super moderno para época) e a pia suja para beber água dos negros - mas o efeito da foto está em mostrar o cano da água, o mesmo para ambas as raças.
Eu amei todas as fotos desse fotógrafo, uma mais criativa e carregada de mensagem do que a outra, mas há outras duas que também me chamaram a atenção... Uma por ser extremamente linda, a mãe com o bebê, um olhando para o outro, e o gato olhando para o momento dos dois. E a outra por ser histórica, Jackeline Kennedy abraçada à bandeira americana em pleno velório de seu marido.
Para quem gostou das fotografias, o site do fotógrafo é http://www.elliotterwitt.com/ - Tem várias outras fotos perfeitas, uma mais legal que a outra, vale muito a pena ver. Também é legal a sessão PORTFOLIOS o link FLICKS que são tipo videozinhos formados por fotos tiradas em seqüência.

Depois da visita ao museu fui direto à Gare du Nord, pegar minha passagem de trem para Bruxelas. Acho que todos vocês ficaram sabendo do terrível acidente entre dois trens que se bateram de frente nos arredores de Bruxelas e deixaram 18 mortos e outros inúmeros feridos. Pois então, lá fiquei sabendo que todos os trens para Bélgica, pelo menos até sexta-feira, foram cancelados. Então estou rezando para que o serviço se normalize até segunda-feira, data da minha viagem. Senão, só Deus sabe o que vou ter que fazer para conseguir chegar naquele país...
Acabei jantando comida chinesa, que estava ótima, e tomando vinho com as gurias. Tomara que amanhã esteja um dia lindo!!! Quero viver Paris, respirar Paris, aproveitar esses últimos diazinhos na cidade mais linda e perfeita do mundo!!!
Beijos e... continuem comentando! Amo vocês!!!!!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

PRAGA - República Tcheca.

BONJOUR!!!
Vamos ao relato, então, da viagem mais GELADA que eu já fiz na vida... Praga, República Tcheca, Europa Central.
Sexta-feira acordei as 5 horas, me arrumei e terminei de ajeitar a mala tudo no escuro porque a Priscila estava dormindo comigo. 5:55 estava a caminho da estação do metrô, num passo hiper apertado, olhando para os lados desconfiada, com medo de caminhar na rua sozinha àquela hora da manhã... Mas na rua só estavam os açougueiros e vendedores de frutas arrumando os alimentos na feira (a rua Daguerre é fechada para carros durante o dia, e toda ela fica repleta de feiras livres). 6h estava entrando no metrô, tudo como eu tinha cronometrado e planejado. A viagem até a Ópera durou mais ou menos 30 minutos, porque tenho que trocar de trem em Réamur-Sebastopol. Cheguei na Ópera e lá estava o RoissyBus, que leva até o aeroporto Charles de Gaulle. Como eu sei que ele só espera 10 minutos e não sabia quanto tempo ele já estava ali, corri sem parar até chegar na porta do ônibus. Ele só estava ali há um minuto... e eu correndo desesperada, hahaha!
A viagem até o aeroporto durou mais ou menos 50 minutos... cheguei lá as 7:26. Fui fazer o check in numa daquelas máquinas eletrônicas e não conseguia. Um homem, muito educado, que trabalhava para a Airfrance veio me ajudar e acabou fazendo tudo pra mim - em menos de um minuto já estava com a minha passagem na mão. Fui procurar então o Raio X para já entrar na sala de espera dos vôos, mesmo o meu só sendo as 9:55.
Fiquei das 7:30 as 9:30 zanzando pela sala de espera, pintando as unhas, olhando para as pessoas hehehe... 9:30 abriu o portão de embarque. Nem sei como foi a viagem porque dormi o tempo todo, só acordei uma hora quando estavam servindo o lanche mas só peguei meu sanduíche e voltei a dormir, com ele na mão haha! Acordei quando o piloto pedia para apertarem os cintos, que o avião ia aterrissar em alguns minutos.
Lá de cima já dava para ver como o final de semana seria frio... a cidade estava completamente branca, tudo branquinho de neve. Aterrissamos e a neve já começou a fustigar as janelas do avião. Fui encontrar, então, com o Gabriel, que estava me esperando na saída do portão de chegadas com um buquê de rosas!!! Que liindo!!! Eu amei a surpresa!
A moeda da República Tcheca ainda não é o euro, embora pertença desde 2004 à União Européia. A moeda é muito desvalorizada... tu precisas de 26 coroas tchecas para comprar 1 euro. Então, trocamos um pouco do nosso dinheiro e fomos até uma banquinha que vendia ingressos para ônibus, metrô e trem. Cada ticket era 100 "tchecos". Compramos os nossos e fomos até a parada do ônibus 119 que nos levaria até a estação de metrô de Dejvicka.
O ônibus logo chegou e lá fomos nós... curtindo tudo! Não demorou muito e chegamos no metrô... pegamos o trem e paramos em Muzeum. Lá pegamos o trem (um outro trem, não subterrâneo, parecido com um bonde) número 5, que deveria ir para Delnicka, parada do nosso hotel. Mas pegamos o trem do lado errado da rua e tivemos que descer na parada seguinte. Atravessamos a rua e pegamos o trem certo. De lá fomos até Delnicka. Descemos e caminhamos duas quadras em direção ao nosso hotel. E lá estava ele!!! De novo nós nos achando super bem nas cidades... o primeiro errinho foi ter pego o trem do lado errado da rua, mas acontece!!!
Deixamos nossas coisas no hotel e saímos. Pegamos de novo um trem para ir até o Castelo de Praga. E lá fomos nós... Descemos na parada do castelo e logo vimos uma praça enorme, coberta de neve, com uma escultura da bandeira da República Tcheca muito bonita.

Resolvemos comer alguma coisa num dos restaurantezinhos em volta da praça... a primeira opção foi a Pizzaria Trinidad, em homenagem ao Gabriel, mas estava fechada para reformas. Fomos então no restaurante do lado e pedimos um prato típico tcheco. Quando chegou a comida, só nos olhamos com uma cara feia... blééé!!! Era uma carne de porco vermelha, defumada, com uns pães que pareciam aqueles pães de comida chinesa só que com gosto de nada, e repolho e beterraba doces. Uiii! Mas comemos tudo. Na real não foi tão ruim, mas... eu devia ter pedido macarrão.

Depois de pedir informação de onde ficava o Castelo de Praga para o garçom, fomos caminhando até lá. Uma looooonga escadaria leva até o castelo, mas vale a pena subir toda ela porque, do alto, a vista da cidade é perfeita. Nem a melhor câmera deve conseguir captar o que os olhos vêem, porque nenhuma das minhas fotos ficaram tão boas quando a imagem que eu tive lá de cima.

Continuamos caminhando e chegamos ao castelo, que era um complexo de construções e não um castelo propriamente dito. Lá dentro fica a Catedral de São Vito, muito linda. Para mim, mais bonita que a Notre Dame de Paris, mas perde para a Berliner Dom de Berlim. E olha que eu sempre acho as coisas de Paris mais bonitas que tudo!!!

O complexo abriga também o convento de São Jorge e várias outras coisas, mas como não tinham placas apontando para onde eram tais coisas, a gente deve ter passado por elas sem saber o que eram. Quando saímos do castelo já era quase noite, e o frio era insuportável. Os dedos dos pés estavam congelados e doíam quando a gente caminhava. O rosto parecia paralisado. E nevava o tempo inteiro, desde que a gente chegou até a hora de ir embora estava nevando. Sério, não parou um só momento. Até quando estava sol nevava sem parar.

Então tivemos que entrar em um café para nos esquentarmos um pouco antes de continuar a caminhada. O café ficava depois de um pequeno pátio... lá os móveis estavam todos soterrados, literalmente, pela neve... olhem só aquele balcão, coberto até o topo de neve!!! Tivemos que tirar uma foto...

Lá dentro pedimos um vinho quente (que é praticamente o mesmo gosto do nosso quentão) e tomamos bem devagarzinho, já sabendo o frio que teríamos que enfrentar lá fora.
No restaurante:

Saímos do café e fomos pegar o trem para o hotel, porque realmente o frio era demais... a mãe disse que estava seis graus negativos, imaginem a sensação de frio... chega uma hora que não dá mais para caminhar, o corpo dói. Então pegamos o trem e descemos em frente a um mercadinho. Lá compramos vinho (para abrir o vinho foi uma história à parte - o mercadinho era de chineses, e nenhum deles conseguia abrir a garrafa, nem o Gabriel conseguiu, nem ninguém, a rolha estava emperrada ali e tiveram que nos dar outro vinho), e na pizzaria mais adiante compramos uma pizza de salame picante.
Sabíamos que não dava para levar comida para o hotel, mas mesmo assim resolvemos arriscar. Pegamos o trem de novo e paramos mais adiante. Nos perdemos e tivemos que entrar num mercado para que alguém nos indicasse onde ficava a rua Pristavni. Antes, pedimos informações a duas mulheres que simplesmente nos viraram a cara!!! Que nojo! Mas a senhora do mercado foi super gentil, saiu lá fora e nos explicou num inglês arcaico (hahaha) onde era a rua do hotel. E lá fomos nós, pensando em como despistar para entramos com a pizza.
Chegando lá eu só disse para o Gabriel: Gabriel, vem do meu lado que eu te escondo (porque ele que estava com a sacola da pizza). Foi só eu dizer isso que... o meu calçado estava molhado de neve, e o piso da recepção do hotel era tipo um porcelanato. Caí deitada no chão!!! Mas vocês não imaginam o tombo!!! Escorrei e fui com tudo, e fiquei lá, estendida no chão morrendo de rir. O Gabriel ficou preocupado, ele nunca sabe se eu estou chorando ou rindo. Resultado: chamamos a atenção de todo mundo!!! Mas não nos falaram nada sobre a pizza, ainda bem! Mas o tombo foi histórico, pena que não tem fotos!!! hahaha!
Trocamos também nossos presentes de Valentine's Day (dia dos namorados europeu). Ganhei dois dvds, um da Beyoncé e outro da Amy Winehouse!!! Ameiiii!!!! O da Beyoncé já vimos no hotel, muito bom, um show no Staple Center em Los Angeles, no mesmo lugar onde foi velado Michael Jackson, sabe?? Estava lotadooo, e eu fiquei com mais vontade ainda de ver um show dela! Que pena que foi justo agora quando eu não estava no Brasil, teria ido em um com certeza!!! É minha cantora favorita!
No dia seguinte acordamos cedo e, depois do café da manhã (que era uma delícia), fomos passear! Pegamos o trem até a Cidade Velha. Lá sim vimos Praga... coisa linda a arquitetura, todas as casinhas seguindo um mesmo padrão... parecia que ainda estávamos na Idade Média. Começando pelo pórtico da Cidade Velha, que já era lindo.

Lá entramos pelas ruelinhas da Old Town e fomos passeando por tudo... uma ruazinha mais bonita e charmosa que a outra. Até que chegamos na Praça da Cidade Velha, que estava com um clima muito de cidade de interior, cheia de banquinhas vendendo pão com linguiça, pães em formato de rolinhos, vinho quente e várias outras coisas. E sem falar que estava cheio de turistas, ou seja, nos sentimos em casa.


Depois conhecemos a prefeitura da Cidade Velha, que possui um imenso relógio, muito bonito, e abaixo há um calendário, muito legal.

Da Cidade Velha fomos caminhando até a Praça Venceslau. A praça fica no fim de uma avenida enorme e linda. Atrás da praça podemos ver o Museu Nacional de Praga. Há uma estátua de São Venceslau, juntamente com estátuas dos padroeiros dos tchecos.



Desta praça fomos caminhando até uma parte da cidade onde há vários monumentos judeus. Lá conhecemos a sinagoga mais antiga da Europa, a Sinagoga Staronová. Ela é super simples, até achamos que a fachada dela devia ser outra e não aquela que estávamos vendo. Ela resistiu a repressão nazista e manteu-se erguida através dos anos. Também serviu de refúgio para vários moradores do bairro judeu durante a perseguição anti-semita.

Caminhando mais um pouco achamos o Velho Cemitério Judaico, uma bonita construção que nem parece um cemitério. Ali está enterrado o rabino Löw, que foi o principal rabino a comandar a sinagoga de Staronová.


De lá fomos caminhando até uma ponte, com o objetivo de atravessar o rio Vltava e ir até as redondezas do Castelo de Praga novamente. A vista dessa foto é da ponte Carlos, que é só para pedestres. Estava um sol lindo e quentinho e foi uma caminhada prazerosa, pois o frio até diminuiu um pouco.

Entramos em um restaurante para comer sorvete (os gordinhos já viram um sol e já queriam um sorvete)! Em cima das mesas tinha tipo uns pretzels salgadinhos, que lembravam aquele salgadinho da ElmaChips que é uns palitinhos com sal, sabem? Pois é, tivemos que pedir uma cerveja e nos atracamos nos pretzels, pensando que eram de graça. Comemos 3 cada um, foi uma delícia! Quando chegou a conta, o valor dos 6 pretzels estava incluído, e pagamos 95 tchecos. Grrr!!! Nós, muito ingênuos, pensando que era cortesia da casa...

Do restaurante, fomos caminhando pelo bairro Malá Strana, que é uma parte de Praga praticamente sem nenhuma mudança moderna - todas as construções se mantem mais ou menos como eram antigamente, em uma arquitetura muito tradicional. Na frente da Igreja de São Nicolau, neste bairro, assistimos a um desfile de carnaval!!!! Olhem só isso:

Igreja de São Nicolau:


De lá seguimos, muito mais animados e em clima de carnaval, até a famosa rua Nerudova. É uma rua muito peculiar... antigamente, suas casas não possuiam numeração. Eram identificadas, então, pelo desenho que portavam em suas fachadas. A maioria das casas (embora agora já possuam números) ainda tem os desenhos... tem a casa do leão vermelho, a casa do caranguejo, a casa dos três violinos, a casa dos dois sóis, onde nasceu o escritor Jan Neruda, e cujo o nome foi dado à rua pois muitos de seus contos foram ambientados ali.


Depois achamos uma ruazinha que levava até a beira do rio Vltava... fomos ali. Tinham vários patos e cisnes nadando, e o silêncio era incrível. Eu fiquei imaginando como deve ser bom no verão pegar um livro e vir ler nas margens do rio... assim como deve ser ótimo ir ler um livro as margens do Sena, aqui em Paris, mas o frio infelizmente impede isso.


Fomos andando mais um pouco e de repente ouvimos uma música bem altas vinda de umas das ruazinhas... fomos para lá e chegamos numa praça cheia de gente, onde tinha um palco e uma banda tocando músicas tchecas. Todo mundo dançava e cantava, muita gente fantasiada, foi muito divertido. Tinha também várias barraquinhas vendendo comidas e bebidas típicas, até um porco estava sendo assado inteiro. E a polícia estava com um furgão dando bebidas quentes de graça, pegamos uma, mas era muuuuito ruim, tinha gosto de remédio, éééca!!! Mas ficamos ali escutando a música e nos divertindo!!! Gravei um vídeo, vejam:
http://www.youtube.com/watch?v=0IvelvAvLPQ

No vídeo o Gabriel aparece com a bebida que os policiais davam.

Depois atravessamos a ponte Carlos, que estava cheia de gente, e fomos comer alguma coisa do outro lado da cidade. Fomos numa lanchonete que vendia Gyros, que é tipo um kebab, um sanduíche cheio de coisas dentro. Eu pedi um Gyros Pita, que era um pão recheado com frango assado, alface, cebola, pepino, molho de queijo, uma delícia!!!

Ponte Carlos:

De lá fomos até o Hard Rock Café Praga fechar a noite brindando à viagem, que foi ótima!!!!

No dia seguinte, domingo, acordamos cedo, tomamos café, e pegamos o trem para o aeroporto. O Gabriel embarcou as 12:35, e eu as 13:05. Cheguei em Paris e a cidade estava banhada por um sol liiiiiindo, o céu estava azul, e a temperatura era de 0 graus! Peguei o metrô e vim para casa... e fim!!!

Agora tenho que me arrumar correndo e ir para a escola, que já estou atrasada!

BEIJOS!!!! ATÉ AMANHÃ!

COMENTEM!!!

ESTOU MORRENDO DE SAUDADES DE TODOS!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Quarta (10/02) e Quinta-feira (11/02).

Bonjour!!! Bom, vou começar postando bem rapidinho meus dois últimos dias antes da viagem, ou seja, quarta e quinta-feira, só para que todos os dias fiquem registrados. Quarta-feira acordei as 9h, me arrumei, tomei café da manhã e esperei a nevasca que estava caindo lá fora acalmar um pouco para que eu pudesse sair. Enquanto isso tirei umas fotos... olhem só isso!!!


A neve baixou um pouco lá pelas 10h30 e lá fui eu para o mercado. Comprei um fardo de leite, bolachas, sucrilhos, baguete, manteiga, queijo e arroz de leite e voltei para casa. Nem sei como consegui carregar tudo isso sem escorregar nas placas enormes de gelo que se formaram na calçada, depois que a neve passou. Olhem uma foto que eu tirei, quando chegava em casa:

Arrumei tudo na geladeira e saí de novo, dessa vez para comprar meu almoço. Fui naquele restaurante chinês ótimo em que comi quando cheguei de Amsterdam, mas dessa vez pedi porco caramelado e arroz thai. Mas o porco estava tão doce, mas tão doce (sério, nunca comi alguma coisa mais doce na vida eu acho!), que não consegui comer nem metade.
Quando vi já era quase 12h 30, então corri até o metrô e fui para a escola. Depois da aula dei uma passadinha na Champs Elysées e comprei uma bolsa para sair de noite. Voltei para casa e comecei a me arrumar porque combinamos eu, as gurias que moram comigo (Sofia e Priscila), e minhas colegas Manu (carioca), Linda (sueca) e Lindsey (americana) de fazermos um esquenta aqui em casa para depois irmos na QUEEN, da Champs Elysées.
Quase nove horas chegaram as gurias... Foi muito divertido! Tomamos 3 garrafas de champanhe entre quatro (Manu, Linda, Lindsey e eu) e rimos muito! Pelas onze horas saímos de casa em direção ao metrô. Estávamos entre 8 gurias. Estava nevando e muuito frio, além do chão estar coberto por gelo, ou seja, a gente escorregava sem parar. Mas ninguém caiu, ainda bem. Imagina uma de salto no gelo tentando levantar a outra caída no chão...
Linda (Suécia), Lindsey (EUA), eu e Manu (RJ), no meu quarto.

Minhas companheiras de casa - Sofia e Priscila.

Chegamos na Queen pelas onze e meia. Não pagava nada para entrar, mas era obrigatório deixar o casaco na chapelaria, que custava 3 euros. Quando chegamos ainda não tinha ninguém, então nos sentamos nos sofazinhos e ficamos dançando entre nós. Começou a chegar mais gente pela meia noite... pessoal muito louco, subia nos pedestais que tinham e dançavam até o chão, já no ínicio da noite!!! Hahaha! As músicas eram muito boas, e tocou de tudo... ou seja, estava perfeito! A única coisa ruim é que todas as bebidas custam mais que 15 euros! Isso explica o porquê da entrada ser free, né?

Então, estávamos nós lá, dançando, quando de repente surgem dois homens vestidos de marinheiro e começam a fazer strip tease! Sim!!!! No meio da boate! Hahaha foi muito engraçado... depois eles tiraram tudo e ficaram só com uma tanguinha ridícula! A gente deu muita risada, foi muito engraçado. Vou colocar umas fotos pra vocês terem uma idéia:



Resumindo: nos divertimos muuuito, foi ótimo! Fazia muito tempo que não saía assim, numa boate, para dançar e dancei o tempo inteiro. Fomos embora, eu e Manu, pelas 4:30. Morrendo de fome, achamos que na Champs o Quick ou o Mc estariam abertos... que ilusão, tudo fechado! Estava 4 graus negativos e nevando, e taxi que era bom nada... até que passou um e a Manu gritou “TAXI, S’IL VOUS PLAIT!!!” e o cara parou.. ufa!!! Cheguei em casa e fiz correndo um sanduíche de baguete e queijo, o melhor sanduíche que já comi em Paris, mas acho que foi por causa da fome! Hahaha!
Quinta-feira acordei as 11h e foi só o tempo de me arrumar e sair para pegar o metrô para ir para a escola. Cheguei lá e comprei o meu macarrãozinho de sempre. Depois da aula fui com Linda e Lindsey no cinema de La Defense ver Sherlock Holmes. É muuuito bom, engraçado, inteligente! Quero ver de novo no Brasil... Depois do cinema fui procurar alguma lembrancinha para dar para o Gabriel de dia dos namorados europeu, que será dia 14 de fevereiro, domingo. Comprei uma caixa de bombons em forma de coração... Os bombons são muuuuuuuuito bons! De chocolate branco recheado com cremezinho de maçã, uma delícia.
As oito da noite já peguei o metrô de volta para casa... As gurias não estavam em casa, mas logo a Priscila chegou me contando do dia horrível que ela teve – ela é baby sitter numa casa que tem duas meninas, e quinta elas estavam impossíveis, e ela queimou o jantar, estava totalmente decepcionada. Conversamos um monte, e foi ótimo! Enquanto isso fazíamos o jantar que foi arroz (que saudade de comer arroz!), almôndegas, batatinha, salada de cenoura e ratatouille! Simm, eu comi ratatouille! Ratatouille é um prato típico francês... simplificando: são legumes em conserva, tipo picles, mas com um molho vermelho! Eu amei, é muito bom!
Depois ficamos conversando e logo chegou Sofia com um amigo... ficamos todos no meu quarto rindo e falando sobre as viagens, e quando eu vi já era meia noite e eu nem tinha feito a mala, nem tomado banho! Fiz tudo correndo e a uma e vinte já estava deitada. Agora no próximo post conto como foi a viagem! BEIJOS!!!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Paris est blanche!

BONJOUR!!!
Estou devendo dois dias de diário para vocês... Vou começar, então, contando de ontem. Coloquei o despertador para as 9h, mas só consegui levantar as 10h. Estava muuuito frio, e minha cama estava muito boa! Acho que era porque eu estava cansada demais de ter esperado mil horas no aeroporto, domingo, em Amsterdam. Então levantei, me arrumei e fui direto para a escola... passei antes na padaria de sempre para comprar aquele macarrãozinho com molho vermelho, muzzarela e rúcula, que virou meu vício. Comi na escola mesmo... a aula estava muito legal, divertida!!! Temos uma colega nova, coreana, super querida.
Depois da aula saí em busca de um adaptador para tomada, já que eu emprestei o meu para o Gabriel em Amsterdam e ele não colocou de volta na mochial... resultado: não podia ligar o notebook, não podia carregar o celular, não podia carregar a bateria da máquina fotográfica e nem secar os cabelos!!! Fui primeiro no Carrefour descendo um pouco a rua Raymond Poincaré, mas lá não tinha nada! Caminhei mais um pouco e entrei numa farmácia... realmente, os parisienses são muito educados!!! O senhor da farmácia me explicou passo a passo como chegar numa loja de informática ali perto... muito querido.
E lá fui eu... o vento congelava, nem conseguia abrir a boca, meu queixo estava congelado. Achei a tal loja de informática e testei o adaptador no cabo do notebook que levei, por precaução, para testar. Acabei comprando o que dava certo... nunca vi adaptador mais completo hahaha! Tem todos os jeitos possíveis de adaptar uma tomada, encaixa aqui, desencaixa ali, aperta um botão e sai uma extensão de dentro, é uma engenhoca!!! hahaha! Pena que custo 16 euros, um roubo, mas como estava muito necessitada... foi esse mesmo! Pelo menos tenho um adaptador para todas as tomadas do mundo, creio eu! hahaha!
Voltei para casa de metrô e acabou-se meu dia! Estava muito frio para ficar na rua até tarde... tomei um banho quentinho e fiquei comendo queijo e lendo. Que parisiense que eu sou... hehe!
Hoje sim consegui acordar cedo - 8h já estava de pé. Me arrumei, tomei meu café da manhã (sucrilhos hummm! acabou, amanhã tenho que ir às compras), e saí... nem deu tempo de olhar pela janela, então nem sabia qual era o tempo, mas pensava que estaria chovendo porque faz mais ou menos uma semana que não para de chover.
Que surpresa quando abro a porta da frente do apartamento e.... NEVE!!! Álias, não era nem uma nevinha... era uma NEVASCA! Que surpresa boa!!! Comecei a rir sozinha! Uma quantidade absurda de floquinhos brancos deixou minha roupa toda salpicada de branco num instante. Tirei foto mas não apareceu nada na máquina... uma pena. Hoje fez 2 graus negativos com sensação térmica de 8 GRAUS NEGATIVOS. Estava absurdo o frio.
Fui até o metrô com os olhos semi-cerrados, olhando para baixo, não dava para olhar pra frente porque os flocos entravam direto no olho. Peguei o metrô em direção a Porte de Clignancourt, e troquei para a linha 8. Desci na parada Grans Boulevards que é o metrô da Boulevard Montmartre, antiga conhecida nossa, pois foi onde ficamos na primeira estadia em Paris. Posso dizer que é uma das minhas ruas preferidas aqui... Tenho umas preferências já: Saint Germain, Boulevard des Italiens (perto da igreja de Saint Madeleine), Boulevard Montmartre...
Então, lá saí a procura de uma bota porque a minha, comprada na Argentina e guerreira até agora, já está começando a abrir embaixo. Mas não achei nada bonito... nem barato, nem que valesse a pena. Segui andando e fui até até as Galerias Lafayette, que não ficam longe dali, logo passando a Ópera. Aii que mundo de sapatos aquele subsolo da Lafayette. Mas também nada muito barato né. Como os soldes acabam amanhã já estão subindo os preços. Fim da história: não achei n.a.d.a. Só uma bota linda de peleguinho dentro, bem como eu queria, mas pelo preço absurdo de 275 euros. Nem pensar. Por esse preço compro dois sapatos que amei, mas deixa pra lá.
Peguei o metrô até Porte Maillot, desci e fui direto para o Carrefour comprar meu almoço... comprei uma saladinha (vocês não sabem o quanto uma salada, uma coisa saudável, faz falta aqui!!!) e um sanduíche (para compensar a parte light do almoço). E de lá fui caminhando para a escola, que fica há uns 8 minutos mais ou menos, super perto. Comi ao som de música clássica, que o professor colocou a todo o volume na sala de aula. Foi legal... e engraçado! Ele ficava cantarolando as músicas, é um velhinho muito interessante este meu professor! hehehe!
A aula foi divertida, a guria carioca é muito engraçada, me divirto muito com ela. Combinamos algumas coisas para amanhã, mas depois eu conto, se der certo nossos planos.
Depois da aula vim para casa... dei uma passadinha na Zara e comprei uma calça preta e uma sapatilha que tinha adorado.. tudo por +- 30 euros. As coisas continuam baratas lá. Por que será que a Zara é tão cara no Brasil??? Não dá pra entender isso! Bom, antes de voltar para casa ainda dei uma passadinha correndo no mercado para comprar o que? Sim, BabyBel!!! Amooo! Comprei um saquinho com 12 por 3 euros, e me esbaldeiii! Só faltam 3 restantes no saquinho, que guardei para devorar amanhã.
E amanhã pretendo acordar cedo, ir no mercado comprar umas coisinhas aqui para casa, depois lavar umas roupas e depois ir para a escola. Depois da escola veremos o que eu vou fazer.

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"We will always have Paris" - (Nós sempre teremos Paris, do filme Casablanca).